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A tal da tosse que não passa (e sobre a influência das emoções em uma criança)

Tenho que começar esse post dizendo que a vida é muito mais complexa do que a gente sonha antes de ter filhos. Sabem aquela pessoa que acredita que dois mais dois é igual a quatro sempre? Que se você seguir por um caminho X, sempre vai chegar em Y? Pois é, essa era eu, até bem pouco tempo atrás. Só que aí Catarina nasceu, e eu percebi que as coisas não funcionam assim. E mais, eu aprendi a notar os acontecimentos que estão nas entrelinhas, e que muitas pessoas nem acreditam que existam (só que eles não só existem, como podem ter uma influência enorme).

Precisei falar assim para explicar uma certa tosse de Catarina que não passa. E olha que eu tentei de tudo: mel, inalação, soro fisiológico no nariz, até os antialérgicos que o pediatra receitou. Sim, eu sei que essa tosse é alérgica, e com os medicamentos ela melhora por alguns dias, mas acaba voltando uma semana depois.

 

Seguimos já por três meses com esse sintoma, e mais alguns que demostram como a Cacá anda com muita alergia: a dermatite atópica piorou (no verão é normal que isso aconteça, mas no ano passado, por exemplo, ela ficou sob controle), e se instalou uma rinite que dá até dó, porque ela passa o tempo todo coçando o nariz. Aí muita gente pode me perguntar: “mas será que não é algo na casa nova?”. Do jeito que estamos, sem muitos móveis, sem cortinas, sem tapetes, eu duvido muito. Até poderia colocar a culpa no ar – afinal, saímos de um condomínio cheio de árvores para outro, ao lado de duas grandes avenidas. Só que a tosse começou antes da mudança, e não sarou no período em que estivemos fora de São Paulo (que foram algumas semanas durante as férias).

Tudo isso me leva a crer que existe uma outra causa em ação, e que não está relacionada à alimentação (porque a pequena continua comendo exatamente como comia, antes que vocês me perguntem), nem a qualquer outro fator do ambiente externo. Sinceramente, depois de pensar e analisar muito, eu concluí que essa tosse é emocional. Que dentro daquele corpinho, provavelmente em função da mudança de casa, de escola, de amigos, está tudo uma bagunça. E como a pequena não tem muita opção, acaba reagindo dessa forma, com alergia por todos os poros.

Achei que seria legal falar sobre isso porque eu tive asma na infância, e por muito tempo acreditei que essa doença fosse puramente “química”, causada por fatores genéticos que levam suas células a responderem de determinada maneira. Eu sempre procurei as causas de doenças fora, e não dentro. Mas agora, observando minha filha, eu concluo que o interior afeta muito! Claro que existem tendências genéticas que você herda dos seus pais (minha família inteira é de asmáticos, por exemplo), e que deixam mais propenso a demonstrar algum sintoma, mas não dá para ignorar o efeito das emoções.

Outro dia o pediatra de Cacá comentou que queria fazer os testes alérgicos para saber o que está deflagrando sua alergia. Na hora em pensei: pode ser até que o teste de sangue diga que é o pó, o pelo do gato da vizinha, ou o produto químico de limpar a cozinha. Mas certamente tudo ficará mais intenso enquanto a filhote estiver resolvendo os sentimentos dessa fase de transformação.

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